lá em casa sempre se cozinhou muito, umas vezes depressa, outras devagar; sempre se ouviu rádio enquanto se amassava o pão e sempre se leu o jornal enquanto se esperava que cozesse; umas vezes cozinha-se de caso pensado, outras por força do acaso, com o que há; mas sempre de improviso, com criatividade, engenho e um inevitável ingrediente secreto
- o amor ao que se faz e a quem se dá de comer.
- o amor ao que se faz e a quem se dá de comer.
este é um espaço para partilhar receitas, contar histórias de doçura e de amargura, de cozinha para poucos, para muitos, para um só. e chama-se cozinha do tchus, porque é sempre esta a expressão de remate das receitas perguntadas à mesa - Ó Mãe, como é que fizeste isto? e respondidas num parágrafo só, com truques e conselhos, sempre rematadas por E depois, pronto, tchus! É então que o Pai acrescenta, em desafio e piscar o olho aos convidados Está muito bom, parabéns à cozinheira, acrescentando fui que a ensinei, o que não é verdade; mas todas as cozinheiras sabem que apuram a mão, o gesto, o paladar e a receita e que nunca se cansam porque têm provadores à altura, sempre ávidos de comida boa e de tudo o que ela traz consigo.
sejam bem vindos a esta cozinha.
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